
Sempre nos encontramos em algum lugar...
Distante – Encontramos tudo o que tínhamos perdido...
...das alturas - os sonhos jamais morrerão.
Bem Vindos!
Sempre,
Valder Damasceno

Sempre nos encontramos em algum lugar...
Distante – Encontramos tudo o que tínhamos perdido...
...das alturas - os sonhos jamais morrerão.
Bem Vindos!
Sempre,
Valder Damasceno
Mar de Sensações
Mergulhado num mar de sensações
Fico à espera das palavras.
Crianças
Brincando de esconde-esconde...

Esperança Derradeira
Pelos tolos erros de outrora
Pela triste dor de ir embora
Corre longe o pensamento
Cortam trópicos e meridianos
E ali em seu cantinho
Sentado em sua cadeira
Adormece o amor de sempre
Tic-tac… Tic-tac...Tic-tac...
Apagam-se as luzes
Fecham-se as janelas
Por onde entra a poeira?!
Tic-tac...Tic-tac...Tic-tac...
Rangem-se as dobradiças da porta
Lá vem de novo a esperança, derradeira.
Mundo Invisível Existe um mundo que poucos podem ver. Existe uma cortina cobrindo as manhãs... Não é somente a neblina, nem a cinza das florestas. Como sair desse desespero? Não há tempo! Ainda... Outra vez... Somente. Corte a corda dessa forca! Talvez, não seja uma fé estúpida. É preciso perder-se. É preciso esquecer. É preciso fugir de si mesmo. O mundo invisível está por trás das pedras, Por trás dessa maquete inútil. Além dos corredores, Além do alcance dos olhos... É preciso perder-se. Perder-se de amor, por amor... Ser louco como um extremista, pois quem foi moderado morreu em tardes monótonas ouvindo o pêndulo do relógio na sala. Nós, adormecemos em manhãs douradas embaladas ao som de um blues... Nós abrimos as portas e as janelas, nós juramos amor eterno, choramos na despedida... Nós, continuamos.

Desígnios
Eu também já tentei desistir...
Em um dia em que, minha fé
Pareceu ter sido apagada
E minhas lágrimas se misturavam
Com as gotas da chuva.
Eu parei e olhei para o final da rua,
Não sabia onde estava,
Muito menos o meu destino...
Mas uma voz dizia-me para caminhar
E dizia-me para fechar os olhos
- Corra, apenas corra!
Sentia apenas o vulto sonoro
De tudo que passara ao meu lado!
Aos poucos sentia a leveza dos pés,
Os cabelos dançavam com o vento...
Mas ao abrir os olhos,
Uma leve luz revelara o teto branco.
Partículas da luz irradiando de fora
Revelara a leve pluma caindo lentamente...
Em meu pensamento
Apenas busca de desígnios,
Sensações transformando-se em razão,
Trazendo-me uma resposta...
Mesmo no ápice da minha fragilidade
Quando no meu profundo sono
Eu deixar de acreditar...

A Dança das Crianças
Poderia ser traduzido em pureza,
Cada movimento,
Cada instante...
Não preocupado com futilidades,
Com desvarios...
De tudo o que está em volta,
A dança das crianças renasce com a aurora,
Não tem medo do entardecer.
Por que eu deveria tecer utopias?
Não foram palavras perdidas...
É apenas do tacto indubitável,
Da razão excelsa...
Eu pude ouvir e cantar
- Crianças não parem de dançar
Acreditem no impossível!

Novo Alento
Talvez, esse vento tenha vindo do sul...
Quem ele despertou por lá?
Alguém deitou na calçada e ficou acordado...
Para mim ele trouxe um novo som,
E todos nós cantamos por aqui,
Celebramos um novo dia,
Festejamos um novo sol...
Mas quem em si não sabe?
Quem se perguntou de onde ele veio?
Para mim ele trouxe um motivo pra continuar,
E realmente, todos nós cantamos por aqui,
E celebramos um novo dia...
Mas quem não pode ver um outro sol?
Órion já não tinha a mesma beleza...
Será que eles partiram para o repouso?
Talvez tenhamos ficado de braços cruzados!
Nem todos estão tão longe assim!
Olhe para os lados...
Temos que proferir...
Para mim ele trouxe uma nova vida,
Um novo alento...
Não devo esperar aqui sentado.

O Som e a Palavra
De sete ou de milhares,
O que muitas não dizem
Um único faz-me sentir.
E quando eu me calar
Poderei fechar os olhos e ouvir...
De todos aqueles que possam arquitetar,
A mais bela sinfonia,
O alcance mais altivo,
Ainda será como gota d’água ao ermo...
Letras vindas de algum lugar,
De outros corações!
Mas, sentiram o mesmo céu que outrora vi!
Eu entendo o seu brado,
Eu anseio o mesmo lugar...
É o que restará daqui.
Estarão de mãos dadas,
Sairão dos nossos lábios
Minha Inspiração
Ela esteve muito longe...
Voou por sobre os mares,
Elevou-se em muitos olhares!
Desceu em muitas lágrimas,
E mesmo vendo a fúria dos raios
Com sua excelsa beleza
Quando cortavam os céus,
Nada restou além de indefinição...
Tudo que vai e vem,
O contraste do silêncio e do caos,
Da vida - da morte...
Verdade - ilusão...
Em traços e palavras que ainda são os mesmos
Tudo se ausentou.
Ela já não estava aqui,
Minha inspiração...
E como outrora foi revelado sobre o existir
- Tudo o que foi um dia
Certamente voltará a ser...
Já posso ouvir seu sussurro!
Vem dançando entre as montanhas,
Surgindo dentre o cinza da tempestade.
Agora sinto seu beijo...
E tudo que era e é, e há de ser,
Ainda o mesmo sentido...
Os dias Eu sinto todas essas coisas Todo esse amor As cores não foram em vão Quando eu estiver frente ao mar Já saberei as notas das suas ondas A razão daquele sol que se põe no horizonte Há um maestro dessa perfeição Pare, saia do carro! Veja os loucos que gritam nas praças Eles correm em direção à vida São os dias que se vão e você não vê Olhe a Verdade Há um tempo marcado Já não haverá mais dor Somente escolha o seu lado Agora você já pode baixar os vidros Não há o que temer
Um outro lugar
Eu pareço não saber onde estou agora
Mas pareço estar muito distante de lugar nenhum
Meus pés estão leves
Os passos não me incomodam
Aqui eles sempre querem ir mais além
E o tempo não existe
Essa luz parece suprir tudo o que eu preciso
Eu poderia ficar aqui
Que não me cansaria de fitar o horizonte
E minha voz não cessaria
A verdade sempre está aqui
Ela é o centro de tudo
E todos não se cansam de voar
De correr...
E cantar esse eterno som
Uma tênue luz reflete no chão
Queimo nesses mistérios...
Breves palavras
Mais real do que essas paredes
O Que os Olhos Dizem
Os olhos dizem que o sol poente
é ali, bem pertinho...
Os olhos dizem: eu teria uma força tão grande...
tão grande quanto a saudade
E as pernas mais fortes
para correr as maiores distâncias ao teu encontro
E todo o oxigênio do mundo para encher os pulmões
quando quase vencido pela dor
ainda iria além do último suspiro
Os olhos dizem
Mesmo sendo amarga as lágrimas
Eu estou aqui
Nada pode nos separar
E mesmo que cessem as palavras
As mesmas que dizem:
Eles não dizem nada
Apenas entenda
Ame, e descobrirás
Que dizem tudo
Nada é Como Antes
Um Livro aberto
Palavras que mostram a Verdade
Eu pude um dia ver
Eu pude um dia ver além do azul
E sentir uma Luz maior do que aquela da manhã
Agora posso abrir os braços
Sei quão distante pode ir o som dos meus lábios
Melodias que transcendem as estrelas
E são recebidas com um sorriso
Hoje eu quero entender o que há por detrás dos olhares
Mais do que as dores e angústias
Há um amor maior
Uma mão estendida
Um exército por sobre as multidões
Olhe, sinta...
Nada é como antes
Um Dia Qualquer
Hoje é mais um dia, como outro qualquer...
As pessoas caminham nas mesmas direções,
As mesmas palavras...
As mesmas lágrimas.
Inconseqüentemente às vezes somos
Uma simples submersão,
Talvez pequenos e insignificantes
Ou simplesmente leves...
Mais o que importa?!
Pelo que seja mais belo
Ou mais triste,
O mundo não para de girar.
Todos buscam um refúgio,
Todos imaginam as maiores distâncias
E maiores loucuras,
Ou... Um simples repouso....
A dor não é mais dor.
Possuidor de poderes...
É criança, diante do mais puro olhar.
E por não adiantar buscar explicação,
Aos amantes ou aos suicidas
- Amar -
Ainda é a grande fonte de esperança.

"Oh eu acho que eles vão dizer que eu cresci
Eu sei mais do que eu queria saber
Eu disse mais do que eu queria dizer
Estou dirigindo para casa
Sim, mas não tenho tanta certeza se minha casa é um lugar
Que você pode chegar de trem
Então estou olhando para fora da janela e estou pegando no sono
Com meu rosto no vidro
Com o ritmo do meu coração e o barulho nos meus ouvidos
É o ritmo do trem com destino ao sul
Oh e o vento começa a parecer com o cabelo dela
E as nuvens nos seus olhos azuis brilhantes
Como o oceano e a praia vazam e enchem como o peito dela
Como se estivesse respirando ao meu lado
E a Lua é a sua boca quando o Sol toca o mar
Como sua cabeça como ela deita em mim até que alcancemos o lado do oceano
De novo e de novo eu ouço o mesmo refrão, é o ritmo do meu coração
E minhas garotas dorminhocas respirando
É o ritmo do meu trem com destino ao sul
Oh eu acho que eles vão dizer que eu já deveria saber
Ou talvez eu esteja apenas me sentindo velho
Como um advogado, com ninguém para culpar
Eu estou dirigindo para casa
Sim, mas não tenho certeza se minha casa é um lugar que sempre será o mesmo
Então estamos pegando nossas coisas
E dirigimos no frio
E seus olhos estão onde você carrega a sua dor
Quando ouço a voz abafada chorando
Está chorando para o céu
É o ritmo do meu trem com destino ao sul
É o ritmo do meu trem com destino ao sul"
Obrigado pela visita, um abraço!
Cordialmente,
Valder Damasceno


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MSN - valderdamasceno@hotmail.com